Clemar Feu Correa: conheça a história do musicista joãoneivense.

  

Nascido em 21 de setembro de 1966 e desde então, criado dentro do mundo da música, Clemar Feu Correa, estudou na Escola Liceu Pedro Nolasco e esperava ansioso pela hora da saída para que pudesse brincar de música ao acompanhar seus pais nos ensaios da Banda de Congo de João Neiva, na qual faziam parte. O pequeno Clemar,  junto a outras crianças que também frequentavam o local, brincavam de bater lata e fazer sons, foi aí que sua jornada da música começou.

Seu interesse e talento pela música foi percebido pelos mestres,  despertando a ideia de criar uma banda de congo mirim, para que as crianças do morro do Cruzeiro, popularmente conhecido como Morro do Caneco, e do bairro Triângulo, pudessem se apresentar.

O pai de Clemar conseguiu, através de uma vaquinha junto aos operários da Vale, comprar alguns tambores para a banda, e como forma de  incentivar as crianças, o pai de Clemar os levava para o bairro Cristal,  para se apresentarem no quintal da família Reali, onde eram recebidos com uma pequena confraternização.  

Clemar seguiu com a banda de congo mirim até os anos 80, quando ocorreu uma grande enchente no município e grande parte do acervo da banda se perdeu, causando o fim da banda de Congo Mirim de João Neiva.

Clemar então seguiu sua adolescência com os jovens do Morro do Caneco e Triângulo, que se reuniam para tocar violão, cantar e conversar e dar aula de violão para as crinças.

Nessa mesma época, o jovem ouviu falar da Banda Marcial de João Neiva, o que lhe despertou grande interesse. Sob o comando do maestro Dilson Ferreira, a banda ensaiava na Rua do Clube, e por muitas vezes Clemar pode acompanhar os ensaios.

O rapaz despertou os olhares do maestro ao tocar uma corneta. Mostrando todo o seu talento, Clemar foi convidado para um teste onde foi aprovado para ser membro da Banda Marcial.

Em 1981 Clemar, entrou na Banda de Música da Vale, onde aprendeu teoria musical. Nesse período, Clemar trabalhava na Paulista, uma empreiteira da Vale, e conheceu o Maestro José Fernandes, a quem Clemar tem como pai e grande influenciador em sua vida.

Seu José e Clemar trabalharam juntos por muitos anos em cidades como Santa Teresa, Afonso Cláudio e Laranja da Terra. Durante esses anos, Clemar foi acumulando conhecimento na área musical e ao retornar ao município de João Neiva, recebeu o convite da então diretora da EEEFM João Neiva, Alda Palmeira, para retomar a banda Marcial que, por falta de recurso, havia encerrado suas atividades na cidade.

Em 1999 Clemar se tornou então Maestro da Banda Marcial, atendendo ao longo desse tempo,  mais de 70 alunos,  fazendo um trabalho marcante, como as passagens da banda nos desfiles cívicos do município. Clemar permaneceu orquestrando a Banda Marcial até o ano de 2005, quando, novamente, a banda encerrou suas atividades.

Sua ligação com a música é tão forte que, ao sofrer sérios problemas de saúde e quase vir a óbito, os instrumentos musicais foram fundamentais para a sua recuperação. Mesmo muito debilitado, Clemar continuou confiante, “reaprendeu” a tocar instrumentos, podendo assim, voltar a banda de congo São Benedito de João Neiva e  tornando-se Mestre.

Atualmente, Clemar, além de ser o Mestre de Congo, trabalha no Museu Ferroviário de João Neiva, dá aulas de congo para as crianças do Projeto J.H.J., e se prepara para a volta da Banda Marcial de João Neiva, fazendo reparos nos instrumentos.

Data de Publicação: terça-feira, 25 de junho de 2019

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