Conheça a história do professor e contador de histórias Helder Guastti

  

Nascido em João Neiva em 02 de novembro de 1987, Helder Guastti é graduado em pedagogia, apaixonado por crianças e por literatura de qualidade. Por ser de uma família de mãe e irmã professoras e viver, desde a primeira infância, rodeado pelo universo escolar e todas as suas nuances, o menino não imaginava que seguiria por esse caminho. Após muitas voltas e processos de redescobertas, finalmente Helder se encontrou na educação.

O professor confessa que no terceiro ano do ensino médio, chegou a pensar em trabalhar com moda ou jornalismo e arriscou a prestar vestibular para Design de Moda, não chegando a ingressar no curso.

Após finalizar o ensino médio, a dúvida sobre o que gostaria de fazer em relação ao futuro ainda existia, o menino ainda não havia decidido qual profissão queria para sua vida.

Mas em 2008, Helder começou a trabalhar como professor de informática na E.M.E.F. “Barão de Monjardim”, onde havia estudado da 1ª à 4ª série.  O dia-a-dia na escola, o contato com as crianças, tudo foi fazendo com que ele se apaixonasse por esse mundo.

“Me identifiquei muito e passei a ver aquela realidade, a realidade escolar, como parte de mim. Encontrei na escola e no trabalho com crianças a motivação que eu precisava em minha vida. Sempre senti uma “urgência” dentro de mim, uma necessidade que nunca conseguia suprir, um vazio que nunca conseguia preencher e, após o trabalho com as crianças, fui percebendo que me sentia mais feliz e completo quando estava envolvido com elas. Descobri aquilo que alguns chamam de “dom” ou vocação. Decidi, então, cursar Pedagogia”, destaca Helder.

Com o passar dos anos, o amor pelos pequenos foi crescendo e Helder afirma que sua relação com as crianças o ajuda a crescer, a ir cada vez mais em frente. Através da educação, ele mostra aos alunos que eles podem alcançar tudo aquilo que desejam, tentando fazer do ambiente escolar, algo atrativo e que os façam sentir motivados a frequentá-la, não apenas porque são obrigados a ir, mas também por terem vontade, necessidade e desejo de aprender, de mudar, de crescer.

“Procuro passar às crianças o mesmo amor que eu sentia e ainda sinto em estudar, o mesmo prazer. Faço o meu trabalho com muito amor e dedicação e procuro, por meio dele, criar uma relação entre as crianças e a escola, respeitando as individualidades, conhecimentos prévios das crianças, suas visões de mundo e suas relações com o meio social em que vivem, essa relação dar-se-á de maneira mais dinâmica e prazerosa”, completa.

Ao olhar para o passado, o professor relembra toda a sua trajetória escolar, percebendo que tudo o que viveu durante o período escolar acarretou em sua decisão pelo curso de pedagogia, e que as influências de seus professores estão presentes em seu dia a dia como profissional.

“Têm aqueles que eu penso: “de jeito nenhum farei como ele”, e têm aqueles, é claro, que são exemplos a serem seguidos. De uma forma ou de outra, negativa ou positiva, somo influenciados por nossos professores. E eu, hoje, procuro analisar constantemente para saber como e até que ponto eu influencio meus alunos. Reflito sobre minha prática, sobre minhas atitudes e falas, avalio-me, pois, querendo ou não, nós, professores, somos os “modelos” e os “exemplos” que os alunos têm no seu dia-a-dia. Devemos estar conscientes da importância de nosso papel para a vida do aluno”, aborda Helder.

Quando pequeno, o professor passava seu tempo livre frequentando a Biblioteca Municipal de João Neiva e sempre teve o desejo de possuir uma biblioteca própria, porém, não tinha condições suficientes de adquirir livros e montar um acervo próprio. Tudo começou a se realizar quando iniciou sua jornada no ambiente escolar e montou uma biblioteca particular.

Para o professor, sua biblioteca não era suficiente. “O acervo era acessível apenas à meus alunos e aos alunos de minha mãe e, dentro de mim, permanecia uma inquietação sufocadora que me instigava e devorava questionando: o que eu poderia fazer para “mudar o mundo”? Passei muito tempo fazendo esta pergunta, e, após muita reflexão, resolvi abrir um Espaço de Leitura em minha casa, unindo duas das coisas que mais amo em todo o mundo: crianças e livros”, destaca.

Em parceria com sua mãe, o acesso aos livros que possuía foi liberado, de maneira que pudesse contribuir para a democratização da leitura.

  

Confabulando

Em 29 de abril de 2017, foi inaugurado o espaço de leitura “Confabulando”, que tem a missão de fomentar nas pessoas a paixão pelo universo das palavras, estimulando o gosto pela leitura e semeando afeto. Desde então, são realizadas ações que envolvem contação de histórias, dança e movimento para as crianças do município de João Neiva.

O espaço está localizado no Bairro de Fátima, considerado como periferia, toda a comunidade tem se mostrado muito contente e receptiva para com as ações e propostas de intervenções culturais.

Helder conta que trabalham na área de educação há um tempo e toda a comunidade tem grande apreço para pelo trabalho desenvolvido, sendo ele e sua mãe conhecidos como o “Tio Helder” e a “Tia Rogéria” e que algumas pessoas se uniram de forma voluntária para compartilhar história e auxiliar a doar um lanche para aqueles que participam das ações.

“Nossa meta é expandir o alcance de nosso trabalho, aumentando nosso acervo e oferta diversificada para toda a comunidade e, também, todo o município. Buscamos pessoas que compartilhem de nossos valores, que são: amor, equidade, fraternidade, liberdade e responsabilidade social”, finaliza Helder.

 

Data de Publicação: terça-feira, 10 de setembro de 2019

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