Fazedores de Cultura: Conheça a história de Elinho Campagnaro

 

   

Natural de João Neiva, Elio Campagnaro, mais conhecido como Elinho, nasceu em 09 de julho de 1955. Passando por uma infância feliz, com muita brincadeira e banhos de rio, o menino estudou todo o ensino fundamental na escola Barão de Monjardin e o ensino médio no colégio Nossa Senhora do Líbano, onde hoje é a Casa do Estudante.

Seu primeiro emprego foi no SENAI como menor aprendiz e aos 20 anos, também era jogador profissional de futebol pela Associação Atlética Ferroviária de João Neiva. Nessa mesma época, Elinho começou seu curso de licenciatura curta em Educação Física pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e, em paralelo a isso, também cursava licenciatura plena em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Colatina (FAFIC).

Aos 36 anos, já formado, Elinho deixa de jogar pela Associação, pois os atletas deixaram de ser considerados profissionais e passaram a ser intitulados como amadores.

Nessa mesma época, o jovem foi aprovado em um concurso público do Estado do Espírito Santo e começou a trabalhar em Aracruz como professor de história na escola Monsenhor Guilherme Schmitz e, como professor de educação física na escola Placidino Passos. Não bastava se dedicar a duas escolas, Elinho ainda iniciou sua pós-graduação em Planejamento Educacional, na Faculdade Salgado de Oliveira em João Neiva.

Após nove anos atuando como professor em Aracruz, acontece a Emancipação Política de João Neiva e, consequentemente, a realização de um concurso público, no qual, mais uma vez, Elinho foi aprovado como professor de história. Inicialmente ele começou a trabalhar no Departamento de Cultura, o qual era integrado à Secretaria de Educação, tomando conta dos movimentos culturais promovidos na cidade. Nesse mesmo período, Elinho criou o departamento de Alistamento Militar do município.

Em 1996 decidiu retomar para sua cadeira como professor na antiga E.M.E.F “João Neiva”, hoje chamada de “E.M.E.F. “Professora Maria Olíria Sarcinelli Campagnaro”. A mudança do nome da escola se deu através de um projeto que Elinho criou, onde o tinha o desejo de homenagear sua esposa que havia falecido, assim, indicando um novo nome para a escola.

Não bastava todas as atividades que Elinho desempenhava, ele ainda tinha tempo para se dedicar ao carnaval.

A história de Elinho com o movimento começou bem cedo, através da forte ligação que sua família tinha os festejos, fazendo ele se aproximar cada vez mais da comemoração.

Com o carnaval de João Neiva não foi diferente, segundo Elinho, o movimento começou a torma força no município em 1905, com a chegada da estrada de ferro Vitória x Minas, que com ela, também chegaram pessoas com diferentes culturas e etnias, assim, agregando novos costumes à região que povoada por italianos.

A construção da oficina de vagões da Vale do Rio Doce foi o auge para que o carnaval crescesse. De 1915 a 1990, o movimento cultural era um dos momentos mais esperados pela população. Nesse período existiam três grandes bailes na cidade, o Liceu Pedro Nolasco, que ficava ao lado do Clube Pedro Nolasco e era chamado de o carnaval dos ferroviários. A casa do Seu Pedro Mié, na subida do cemitério, sendo conhecido como o carnaval dos pobres. E o Pila de Café, na Casa do Estudante, da família Negri, que era o carnaval da elite de João Neiva. Os moradores mais antigos de João Neiva contam que era uma festa linda e todas as famílias participavam dos festejos.

Elinho começou a participar do Carnaval de João Neiva em 1965 e conta que em 1970 foi criada a primeira escola de samba do município, a Liberdade Poesia, que tinha como bem feitores Dilso Pereira e seu pai Chico da Luz. Anos depois também foi criado o bloco Ferroso, cujo principais participantes eram as famílias do bairro Triangulo, os Negri, Henrique Negri e seu filho Orestes Negri, Seu Bibi, Glecy Coutinho, Luci, Laci, Padeu Negri, Seu João Perereca, Eliazer Ramos, Zeze Cocorreco e tantos outros que tiveram destaque para que tantos outros viessem, no bloco Amantes da Aurelia, que era um programa da rádio cujo líder era Eliazer, porém no ano de 1990 houve um declínio com a migração do povo de João Neiva para as praias, continuando apenas alguns persistentes como João Sarcinelli e Elinho.

Em 1998 surgiu o time de futebol chamado Real, que aos finais de semana se reuniam para jogar e confraternizar. Calhou que em um dos finais de semana marcado para confraternizar caiu um sábado antes do carnaval. Os rapazes do time estavam insatisfeitos que não havia nada pra fazer no carnaval, até que Elinho propôs a criação de um bloco. Após algum tempo de conversa com os amigos de time, decidiram colocar o nome do bloco de “As Virgens do Real”. Os jogadores apareceram pelas ruas de João Neiva vestidos de mulher e Elinho com seu toca fitas nas costas tocando as famosas marchinhas de carnaval com seus parceiros João Sarcinelli, Fabricio Rocha, Fabricio Torre, Camila Rocha, Paulinho Sarcinelli, Mauro Cirtori, Chiquinho Gomes, entre outros que colaboram até hoje com o bloco.

Atualemente Elinho continua com a frente do bloco “As Virgens do Real” e espera que mais jovens possam continuar com essa festa que hoje se tornou o tradicional carnaval de João Neiva.

   

 

TEXTO: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Juventude e Esporte (Semuc)

Data de Publicação: quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

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