A variante inglesa é ainda mais perigosa que a Covid-19

Você sabe o perigo da variante inglesa da Covid-19? A B.1.1.7 tem a letalidade 61% maior que as demais mutações e o novo coronavírus. Além disso, seu nível de contaminação também é mais rápido em cerca de 43% a 90% em, relação às demais variantes.

Segundo o médico Kleber Murilo Siqueira Reis ela apresenta maior agressividade nos sintomas, levando a um número maior de internação e mortes. “Os sintomas são os mesmos do vírus original, mas a variante está infectando em maior proporção os mais jovens, sendo que nesses casos o tempo de internação em UTIs é maior, assim como o número de óbitos”.

Ele acrescenta que a respectiva cepa pode, como as cepas anteriores, ser assintomática ou ter sintomas leves, bem como levar a sintomas graves e mais intensos. “A pessoa pode ter sintomas respiratórios ainda mais graves que a Covid-19, levando à insuficiência respiratória, que fará com que o paciente necessite de oxigênio suplementar e/ou intubação”.

Os cuidados e prevenções devem ser redobrados e são os mesmos do novo coronavírus. “A pessoa deve manter o distanciamento e isolamento social, uso de máscaras e hábitos regulares de higiene, principalmente nas mãos, com o uso de álcool a 70% ou a lavagem com água e sabão”, relata o secretário de Saúde (Semsa) de João Neiva Dirceu Antônio Grippa.

Em João Neiva foram registrados 10 casos da B.1.1.7, que foi descoberta no Reino Unido em setembro de 2020. Eles foram diagnosticados nos seguintes bairros/localidades: cinco em Acioli, três no Centro, um em São Carlos I e um na Cohab. “Os casos já foram curados e até o momento a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) não informou novos casos”, informa a enfermeira da Vigilância Epidemiológica Cleide Beatriz Gasparini da Silva Lopes.

Outras versões
Além da mutação inglesa, existem mais de 6000 variantes pelo mundo e cerca de 45 no Brasil. No Espírito Santo já foram identificadas sete tipos e todas estão sendo transmitidas de forma comunitária, quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, são elas: B.1.1.143, B.1.1.28, B.1.1.33, B.1.1.7, B.40, P.1 e P.2.

A enfermeira menciona que além da cepa inglesa, o Brasil redobra atenção para os casos da variante P.1, diagnosticada no Brasil em janeiro deste ano, porém, a mutação do Reino Unido é ainda mais grave. Ao redor do mundo também existem outras versões que precisam de cuidados redobrados, como por exemplo a B.1.351, encontrada na África do Sul em outubro de 2020. Todas essas variantes possuem maior grau de contaminação frente ao vírus original, além de causarem sintomas mais intensos.

De acordo com a Sesa, fatores que podem ter provocado a expansão das mutações são: Interações sociais, relativização do uso da máscara, negação do risco da doença, baixa cobertura vacinal, novas variantes. “Infelizmente, estamos passando um momento ainda pior da pandemia e se cada um não fizer a sua parte a situação pode piorar ainda mais”, salienta o secretário da Semsa.

Os sintomas das cepas são os mesmos da Covid-19, podendo ser leves ou graves: Febre, tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dor de garganta, perda de olfato e paladar, cefaleia e, em alguns casos, diarreia e fraqueza. “No caso das mais agressivas, esses sintomas podem ser mais intensos”, reforça o médico Dr. Kleber.

As mutações do novo coronavírus podem influenciar a eficácia das vacinas atuais. “Uma série de estudos estão sendo realizados no mundo com diferentes imunizantes para decifrar isso e algumas empresas já anunciaram que estão trabalhando em vacinas aperfeiçoadas para fazer frente as novas versões do novo coronavírus”, explica Beatriz.

A enfermeira completa que os estudos mostram que infecções anteriores do vírus original não protegeram contra as variantes. “Talvez a imunidade anterior proteja contra um adoecimento mais grave produzido por elas”.

A técnica de coleta para detectar as cepas é a mesma da Covid-19: o swab nasal. “A detecção das mutações se dá através de sequenciamento genético e para análise das amostras coletadas, onde são enviadas ao Laboratório Central do Espírito Santo que, por sua vez, pode enviar a um dos três Laboratório de Saúde Pública no Brasil: Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Adolfo Lutz e Instituto Evandro Chagas”, esclarece Beatriz.

O que é uma variante?
A mutação é algo normal nos vírus, que se se multiplicam criando cópias dele mesmo. Essas cópias têm ou deveriam ter o mesmo sequenciamento genético e serem iguais ao vírus original, porém, sempre acontece dele fazer cópias com “erros”. Assim, as novas versões são uma receita errada do vírus, uma cópia mal feita, cuja cópia pode ser algo destrutiva para o próprio visto, sendo que nesses casos a variante se perde.

Porém, ela também pode deixar o vírus originário mais forte, fazendo com que ele fique melhor em algum aspecto. Quando isso acontece ele passa a se multiplicar com a nova receita. “Elas podem diminuir ou aumentar a força do vírus original. As variantes B.1.1.7 e da B.1.351 são variantes mais fortes e intensas”, frisa o médico.

As mutações são essenciais para a evolução dos seres vivos e é assim que eles se perpetuam diante a seleção natural.

Sumaida Zuccolotto
Comunicação

Publicado em quarta-feira, 07 de abril de 2021

Atualizado em quarta-feira, 07 de abril de 2021

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