“Curta Vitória a Minas IV” começa a gravar filmes em cidades mineiras e capixabas

De  Assessoria de Comunicação do Instituto Marlin Azul
05 de maio de 2026 às 11h04.

Uma das histórias capixabas desta edição é “Inventário da Infância”, do professor Helder Guastti da Silva, de João Neiva.

A quarta edição transformará em filmes histórias vindas de Ibiraçu e João Neiva, no Espírito Santo, e de Nova Era, João Monlevade, Belo Oriente, Conselheiro Pena e Aimorés, em Minas Gerais.

Os autores das histórias selecionadas pelo “Curta Vitória a Minas IV” estão prontos para o set de filmagem. Depois das aulas teóricas e práticas de cinema e da pré-produção, chegou a hora de gravar as histórias vindas de cidades do entorno da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Um diretor de fotografia, um técnico de som, uma produtora e um assistente de câmera se somarão à equipe local formada por moradores das comunidades para a realização das obras audiovisuais.

Ao todo serão gravados sete curtas-metragens. As filmagens terão o seguinte cronograma: “Eu Sou é Eu Mesma”, de Poliana Araújo Guerra, de Nova Era/MG (já gravada); “Pedro Além do Alcântara”, de Miriam Mercedes Firmo, de João Monlevade/MG (06 a 09/05); “No Meio de Tudo e do Nada”, de Maria da Conceição Costa, de Belo Oriente/MG (12 a 15/05); “Noite de Natal”, de Lucia Elena Nunes Belizário, de Conselheiro Pena/MG (18 a 21/05); “Julyta e o Zeppelin”, de Geremias Pignaton, de Ibiraçu/ES (24 a 27/05); “Inventário da Infância”, de Helder Guastti da Silva, de João Neiva/ES (29/05 a 01/06); e “Águas de 1979”, de Tânia Reis, de Aimorés/MG (04 a 07/06).

O “Curta Vitória a Minas” é patrocinado pela Vale, por meio da Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura), com a realização do Instituto Marlin Azul e do Ministério da Cultura. O objetivo do projeto é possibilitar aos moradores das cidades que se desenvolveram ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas a oportunidade de contar histórias e transformar em filme, registrando as memórias, os costumes, os hábitos, as lendas e as peculiaridades destas localidades, contribuindo para o fortalecimento territorial e comunitário.

Uma das histórias capixabas desta edição é “Inventário da Infância”, do professor Helder Guastti da Silva, de João Neiva, no Espírito Santo. O autor aproveitou a pré-produção para ressignificar o roteiro e planejar as melhores maneiras de abordar visualmente o desejo de construir uma memória sensível das infâncias atravessadas pelo território do Bairro de Fátima, aproximando corpo, espaço e tempo. “Esses meses de pré-produção foram intensos, de muita emoção e de participação comunitária. A ansiedade para as gravações está bem elevada! Em nosso filme, buscaremos trazer cenas que não esperam dramatizações, mas sim a verdade poética do cotidiano, revelando como crianças e idosos compartilham gestos, lembranças e afetos das brincadeiras. Nosso maior desejo, para além de realizar um belo registro audiovisual, é mostrar que a cultura do morro existe, persiste e resiste, sempre com muitas cores e afetos entrelaçados!”, destacou Helder.

Após a montagem e finalização, as obras serão exibidas numa telona montada em ruas e praças das cidades em sessões abertas e gratuitas para as comunidades, em datas que ainda serão divulgadas.

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